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Raquete de tênis usada: o que avaliar antes de comprar
Aro, garganta, cabo, peso e sinais de dano: como separar desgaste de pintura de defeito estrutural antes de pagar.
Redação Desapego do Tenista, 30 de outubro de 2026. 4 min de leitura.
Comprar raquete usada pode poupar um bom dinheiro. Mas só se você souber a diferença entre uma marca de batida e um quadro comprometido. A primeira é só estética. O segundo pode estragar o jogo e não tem conserto.
O critério é simples: o que dá para trocar ou ignorar, e o que é motivo para largar o negócio. Veja o que olhar, na ordem em que vale a pena fazer.

Desgaste estético ou dano estrutural?
Um guia publicado no Medium resume bem a lógica: lascas de pintura são cosméticas, enquanto trincas indicam problema estrutural. Com o grip é parecido. O desgaste dele é trocável, mas dano no cabo é sério.
Raquete riscada e com a tinta gasta nas bordas pode estar ótima. Raquete com trinca, mesmo pequena, é outra história.
O aro: onde as trincas aparecem primeiro
Segundo a Matcheur, o aro é o ponto onde as trincas costumam surgir primeiro, porque é ali que a corda puxa. As posições mais expostas são às 3h, às 9h e o topo do aro.
Gire a raquete devagar, com boa luz, e passe o olho (e o dedo) por todo o contorno, com atenção a esses três pontos. O Tênis Recreativo lista um sinal que não deixa dúvida: uma rachadura que mostra fragmentos cinzentos de grafite. Raquete assim não tem recuperação.
Os ilhós, aquelas peças por onde passa a corda, também contam. Segundo a Matcheur, ilhó partido ou faltando pode ser trocado. Já o ilhó amassado indica que a estrutura recebeu impacto naquele ponto.
A garganta: o ponto que elimina o negócio
Para a Matcheur, trinca na garganta é eliminatória. E ela pode estar escondida sob a pintura, aparecendo apenas como um degrau no verniz.
Por isso, não basta olhar. Passe a ponta do dedo pela região em formato de Y, perto do cabo, e procure qualquer desnível. Se sentir um degrau, desconfie.
O cabo: tire o overgrip
O overgrip esconde muita coisa. A Matcheur recomenda removê-lo para ver o cabo original. O motivo: chumbo colocado dentro do cabo altera o tamanho real em relação ao anunciado.
O desgaste do grip em si não deve pesar na decisão, já que é trocável. O que importa é o que está embaixo dele: o cabo não pode ter rachaduras nem sinais de dano.
Testes com a raquete na mão
Se você pode ver a raquete pessoalmente, faça dois testes rápidos.
- Planicidade: coloque a raquete com o rosto para baixo sobre uma mesa. Ela deve encostar por inteiro. Se balançar, o quadro está torcido, e a Matcheur afirma que esse defeito não tem conserto.
- Som: segure o cabo e bata de leve com a unha em vários pontos do aro. Som seco ou diferente em um ponto específico é motivo de desconfiança.
Peso: cuidado com a comparação
É tentador comparar o peso da raquete com a ficha técnica e achar que qualquer diferença denuncia dano. A Rakkas alerta que não existe um limite universal de diferença em gramas que prove dano. Antes de comparar, é preciso saber como a unidade está montada.
Um detalhe de ficha técnica: no tênis, confira se o peso informado é com ou sem cordas. Comparar um número com o outro leva a conclusões erradas.
Converse com o vendedor
As perguntas certas valem tanto quanto a inspeção. A Rakkas sugere perguntar como a raquete foi usada e onde era guardada, porque uso semanal e uso diário em treinos e torneios geram históricos muito diferentes. A RaquetesNet, em guia sobre beach tennis cujas dicas servem para qualquer raquete usada, recomenda perguntar o tempo e a frequência de uso.
A mesma fonte indica pedir fotos detalhadas e, se possível, testar a raquete antes de fechar negócio. Em anúncio online, peça close do aro, da garganta e do cabo sem o overgrip.
Outra dica do Tênis Recreativo: alguns modelos de material mais fraco não suportam a troca de cordas. Vale checar o modelo antes de comprar. O site também considera que, na maioria das vezes, comprar de alguém conhecido permite examinar a raquete com mais segurança do que comprar em sites online.
Como negociar o preço
A RaquetesNet recomenda usar o preço de mercado da versão nova como base para negociar. Pesquise quanto custa o modelo novo, desconte o desgaste que você viu e considere o que terá de gastar para deixá-la pronta, como grip e cordas.
Checklist rápido
- Procure trincas no aro, em especial às 3h, às 9h e no topo.
- Passe o dedo na garganta atrás de qualquer degrau no verniz.
- Confira os ilhós: partido se troca, amassado indica impacto.
- Tire o overgrip e examine o cabo.
- Faça o teste da mesa e o teste do som.
- Veja se o peso da ficha é com ou sem cordas antes de comparar.
- Pergunte sobre tempo de uso e como a raquete era guardada.
- Use o preço da versão nova como referência na negociação.
Na hora de comprar no Desapego
No marketplace, a inspeção começa pelo anúncio. Peça fotos do aro, da garganta e do cabo, pergunte o histórico de uso e, sempre que possível, combine de ver a raquete antes de fechar. Marca de pintura você releva. Trinca na garganta ou quadro torcido, não.
Fontes
- Matcheur - Buying a used tennis racquet: what to check
- Rakkas - Vale a pena comprar uma raquete usada? Veja o que observar antes de decidir
- RaquetesNet - Vale a pena comprar uma raquete de Beach Tennis usada?
- Tênis Recreativo - Vale a pena comprar uma raquete usada?
- Medium (SportsGalaxy) - Thinking of Buying a Used Racket? Here's What You Must Check
Texto produzido pela Redação do Desapego do Tenista com apoio de inteligência artificial, a partir das fontes acima. Viu um erro? Escreva para contato@desapegodotenista.com.br.
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