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Carbono 3K, 12K e 18K no beach tennis: o que os números significam

O K indica filamentos por cabo, mas não decide sozinho a rigidez nem a sensação de jogo. Veja o que olhar na ficha.

Redação Desapego do Tenista, 6 de novembro de 2026. 4 min de leitura.

Quem pesquisa raquete de beach tennis logo esbarra em três siglas: 3K, 12K e 18K. Parece que quanto maior o número, melhor a raquete. Não é bem assim. Aqui vai o que o número realmente mede, o que lojas e fabricantes dizem sobre a sensação de jogo e o que checar na hora de comprar, principalmente no mercado de usados.

Beach tennis
Foto: Tomáš Mergl, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

O que é o "K" do carbono

O K indica quantos filamentos formam cada cabo de fibra de carbono. No 3K, são 3.000. No 12K, 12.000. No 18K, 18.000.

É uma medida da trama, não da qualidade. Segundo o guia da Aquiesportes, o número de filamentos sozinho não determina a rigidez da raquete.

Há um efeito visível. Como os cabos de 12K e 18K são mais grossos, a trama fica com quadrados maiores e uma aparência mais aberta. Já a 3K forma um xadrez fino. Dá para identificar a fibra só de olhar a superfície.

Como cada uma costuma ser descrita

As descrições seguem um padrão parecido entre fabricantes e lojas:

  • 3K: toque mais macio, mais controle e menos vibração, segundo o guia de carbono da Total, citado pela ComoComprar. A Areia e Raquete resume como mais flexível e confortável.
  • 12K: fica no meio do caminho em rigidez, de acordo com o mesmo guia da Total.
  • 18K: a mais rígida, com mais potência.

O blog Minimalist Brasil vai na mesma linha: diz que a 3K absorve mais o impacto e que a 18K tem face mais rígida e maior precisão direcional.

Mais rígida não é melhor

A yoSports faz um alerta: a 18K é apenas mais rígida, não necessariamente superior. Em dias frios ou com bolinhas novas, diz o texto, ela pode parecer uma tábua para quem não tem técnica refinada.

A ComoComprar defende a mesma ideia: número maior não significa carbono melhor. O exemplo citado é a Shark Tiger, de 3K, que é a raquete de avançado da marca.

O Minimalist Brasil ainda argumenta que o EVA do interior da raquete pesa tanto quanto o carbono na sensação de jogo. Ou seja, olhar só o K é olhar metade da história.

Quem deve evitar o quê

Para quem tem epicondilite, a Total recomenda raquetes de 315 a 325 g em carbono 3K ou 12K, com núcleo EVA soft. A orientação é evitar 18K e fibra de vidro, que vibram mais. Se você sente o braço, vale conversar com um profissional de saúde antes de escolher.

Há também a sugestão por nível. Um guia da Aquiesportes indica 3K com núcleo soft para iniciantes e 12K ou 18K com núcleo medium ou hard para avançados. É recomendação de blog, não de fabricante, então serve como ponto de partida, não como regra.

A ficha técnica muda de loja para loja

Um cuidado importante: o mesmo modelo aparece com dados diferentes dependendo de onde você olha. Veja o caso da Total Evolution 18K:

  • Ficha oficial da Total (Evolution Golden): frame 100% carbono, núcleo EVA PRO, peso médio de 320 g, 50 cm de comprimento, 22 mm de espessura, 28 furos e 1 ano de garantia de fábrica.
  • Float Sports: cerca de 325 g, 50 cm, 21 mm de espessura, 26 furos e núcleo Double Black Soft EVA.
  • Review da RaquetesNet: 325 g e 48 furos, número que diverge tanto da Float Sports quanto da própria Total.

Outro exemplo: a Camewin Full Carbon 18K é anunciada por varejistas com cerca de 320 g, 50 cm, 23 cm de largura, 2,2 cm de espessura, 20 furos e garantia de 90 dias contra defeito de fabricação.

Em um anúncio de atacadista internacional, uma raquete 18K aparece com EVA interno "Hard" e 335 g. O mesmo "18K" pode ser uma raquete bem diferente da outra.

O que ainda não está provado

É bom saber o limite dessas informações. Não encontramos teste independente com medição de rigidez ou vibração das raquetes 3K, 12K e 18K. As comparações vêm de fabricantes, varejistas e blogs.

A RaquetesNet afirma que a 12K é mais durável que a 3K, mas a afirmação não aparece com teste ou fonte técnica nas páginas consultadas. Trate como opinião do site.

Na hora de comprar usada

O K é um bom ponto de partida, mas não deve ser o único critério. Alguns cuidados práticos:

  1. Confira a ficha do modelo exato. Peso, espessura, furos e núcleo variam, e o K sozinho não diz como a raquete vai se comportar.
  2. Pergunte pelo núcleo EVA (soft, medium ou hard). Ele pesa tanto quanto o carbono na sensação de jogo, segundo o Minimalist Brasil.
  3. Pese a raquete, se puder, e compare com o peso anunciado. As fichas já divergem entre lojas, e uma raquete usada pode não bater com nenhuma delas.
  4. Não pague mais só pelo 18K. Para muita gente, uma 3K ou 12K em bom estado é mais confortável e mais barata.
  5. Teste antes, se der. Quem joga com bolinha nova ou em dia frio pode sentir a diferença de rigidez de cara.

No fim, a pergunta não é qual K é melhor, e sim qual raquete combina com o seu jogo, o seu braço e o seu bolso. No usado, o número na ficha ajuda a filtrar. Quem decide é o teste na mão.

Fontes

Texto produzido pela Redação do Desapego do Tenista com apoio de inteligência artificial, a partir das fontes acima. Viu um erro? Escreva para contato@desapegodotenista.com.br.

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