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Tensão de corda na raquete de tênis: como escolher a libragem ideal

A regra diz que corda apertada dá controle e corda solta dá potência. As fontes mostram que o efeito real é menor, e que muito amador aperta demais.

Redação Desapego do Tenista, 5 de novembro de 2026. 4 min de leitura.

Quem leva a raquete para encordoar quase sempre ouve a mesma pergunta: quantas libras? A resposta muda o toque da raquete, mas menos do que muita gente imagina. Entender o que a tensão faz e o que ela não faz ajuda a ajustar o equipamento sem gastar à toa.

Tennis racket strings
Foto: LordOider, CC0, via Wikimedia Commons

O que é tensão e como ela é medida

A tensão é o quanto as cordas ficam esticadas na raquete. Ela é medida em quilos ou em libras. Segundo a Mouratoglou Academy, esse número influencia diretamente a performance da raquete.

A regra clássica: controle ou potência

A USTA, federação de tênis dos Estados Unidos, resume a regra tradicional assim: quanto mais apertada a corda, maior o controle; quanto mais solta, maior a potência.

A Mouratoglou Academy detalha os dois lados:

  • Tensão mais alta: melhora o controle, mas pode reduzir potência e conforto.
  • Tensão mais baixa: aumenta potência e efeito, mas pode reduzir o controle.

No guia de escolha da academia, abaixo de 23 kg a tensão é considerada baixa. Acima de 26 kg, é considerada alta.

O que a ciência diz

Aqui entra a parte que desmonta um pouco a regra. A própria USTA afirma que há pouca evidência científica de que uma diferença de algumas libras na tensão cause grandes variações de potência ou controle. Segundo a entidade, erros de mecânica, escolha de golpe e agressividade causam muito mais erros do que a tensão.

Um estudo publicado na PLOS ONE (DOI 10.1371/journal.pone.0317442) testou diferentes tensões no forehand. Os resultados:

  • A tensão afetou o efeito do golpe.
  • A raquete encordada em tensão média foi a que otimizou o efeito com impacto mais suave.
  • O impacto não teve diferença significativa entre as tensões testadas.
  • Em uma das faixas testadas, a tensão média mostrou os maiores erros de base, o que sugere que não há correlação clara entre controle e tensão.

Traduzindo: a tensão mexe na sensação e no efeito da bola, mas não é varinha mágica para consertar um golpe.

Erro comum: apertar demais

Segundo o Universo do Tenista, a maioria dos iniciantes e intermediários joga com tensão alta demais. O site diz que isso atrapalha a evolução e aumenta o risco de dores no braço.

Para quem está começando, o guia da Mouratoglou indica cerca de 22 a 24 kg, em busca de mais potência e conforto.

Faixas de referência por estilo

As fontes trazem alguns exemplos, que servem como ponto de partida e não como regra fixa:

  • Jogo consistente com bolas mais lentas: 44 a 48 lbs, segundo o Universo do Tenista.
  • Saibro: 42 a 48 lbs, pela mesma fonte.
  • Controle em trocas de fundo de quadra com corda híbrida: entre 25 e 28 kg, recomenda a Mouratoglou.
  • Referência no circuito: a Mouratoglou cita Medvedev com cerca de 23 kg, em busca de mais potência e conforto nos golpes de fundo.

Repare que as unidades se misturam, porque as fontes usam libras e quilos. Confira sempre em qual unidade a sua encordoadora trabalha antes de pedir um número.

O tamanho da raquete também conta

O Raquete Brasil lembra que a tensão não deve ser escolhida isolada do modelo:

  • Raquetes com cabeça maior e padrão de cordas mais aberto costumam gerar mais potência e podem pedir tensão mais alta para compensar.
  • Raquetes com cabeça menor e padrão mais fechado oferecem mais controle e podem se beneficiar de tensão mais baixa.

Clima também mexe na corda

Com calor, a corda perde tensão e reduz a potência, segundo a Mouratoglou. O Raquete Brasil também aponta que as condições climáticas afetam a tensão das cordas. Quem joga em cidade quente deve levar isso em conta ao decidir quando reencordoar.

Como ajustar na prática

  1. Comece pela faixa indicada para o seu nível. Iniciante, por exemplo, tende a ir bem entre 22 e 24 kg.
  2. Mude pouco de cada vez e teste por algumas sessões antes de concluir qualquer coisa.
  3. Se sentir o braço reclamando, desconfie de tensão alta demais.
  4. Considere o modelo da raquete: cabeça e padrão de cordas mudam o que a mesma tensão entrega.
  5. Anote o que o encordoador usou, para repetir ou corrigir na próxima vez.

E para quem compra raquete usada

Raquete usada quase sempre vem com corda velha, e a tensão original não é garantia de nada. Na hora de comprar, reserve o custo de um encordoamento novo e use as faixas acima como ponto de partida. Como o ganho de ajustar poucas libras tende a ser pequeno, vale mais acertar o básico (modelo adequado ao seu jogo e corda em bom estado) do que perseguir o número perfeito.

Fontes

Texto produzido pela Redação do Desapego do Tenista com apoio de inteligência artificial, a partir das fontes acima. Viu um erro? Escreva para contato@desapegodotenista.com.br.

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