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Tênis e padel superam o futebol em filiados e receita na Itália

Federação italiana tem 1,16 milhão de filiados em 2024, mais que a de futebol. Os números do CONI mostram o tamanho do mercado.

Redação Desapego do Tenista, 29 de outubro de 2026. 2 min de leitura.

Na Itália, a federação que reúne tênis e padel já tem mais filiados que a de futebol. Os dados são do monitoramento CONI-FNSDSA, a que o jornal Il Sole 24 Ore teve acesso antes da divulgação, em 27 de outubro de 2026.

Foro Italico
Foto: Barbanera, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons

Os números da virada

Em 2024, a Federação Italiana de Tênis e Padel (FITP) registrou 1.162.477 tesserados, o equivalente a 20,2% das inscrições federais. A federação de futebol (FIGC) ficou com 1.123.054, ou 19,5%. A diferença foi de cerca de 40 mil pessoas.

Segundo o Il Sole 24 Ore, a ultrapassagem começou em 2024. Em 2025, a FITP chegou a 1.254.153 filiados, de acordo com a própria federação, citada pela imprensa.

Receita também no azul

Na receita total de 2024, o futebol ainda levou a melhor: a FITP teve 209 milhões de euros, contra 224 milhões da FIGC, segundo análise publicada pela federação de tênis e padel.

Em 2025, o quadro mudou na receita de eventos. A FITP passou de 240 milhões de euros, e a FIGC ficou em 214 milhões. A federação atribui parte dessa diferença à realização de grandes competições internacionais, como o Masters 1000 de Roma.

Clubes, escolas e quadras de padel

O crescimento aparece na estrutura. Os clubes afiliados passaram de 4 mil, as escolas de tênis e padel de 2.500, e os técnicos chegaram a 14 mil.

Em 2025, a FITP informou 4.185 clubes afiliados, contra 3.168 em 2020.

O salto mais visível está no padel:

  • 5.321 campos na Itália em 2025;
  • 10.220 campos em 2026;
  • 3.795 clubes com quadras de padel.

Em 2024, os filiados ao padel eram cerca de 202 mil, número citado pela ANSA a partir do balanço federal.

A FITP estima um impacto econômico de 8,7 bilhões de euros no ecossistema, que inclui cerca de 6,5 milhões de praticantes.

Cuidado com a leitura

Há dois alertas importantes. Primeiro, os números de tênis e padel estão somados na mesma federação. Não significa que apenas tenistas superaram os jogadores de futebol.

Segundo, o resultado não quer dizer que o futebol deixou de ser o esporte mais popular do país, como lembra o autor da newsletter Terzo Tempo.

O Il Sole 24 Ore também considera simplista atribuir o avanço só ao efeito Jannik Sinner. Para o jornal, ele seria consequência, e não causa, da mudança.

O que isso diz a quem joga no Brasil

O caso italiano mostra o que acontece quando o padel vira hábito: mais quadras, mais clubes, mais professores e mais gente comprando equipamento. Quem joga no Brasil sente algo parecido, com arenas novas e demanda crescente por raquetes e acessórios.

Para o jogador, a conta também passa pelo bolso. Com mais gente entrando no esporte, o mercado de usados ganha importância: é uma forma de testar uma raquete nova, trocar de modelo ou equipar quem está começando sem pagar preço de loja.

Fontes

Texto produzido pela Redação do Desapego do Tenista com apoio de inteligência artificial, a partir das fontes acima. Viu um erro? Escreva para contato@desapegodotenista.com.br.

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